Home Cadastre-se Contato
Violência na Índia é um sinal de ‘Cristianofobia’, diz Arcebispo
05 / 09 / 2008

A comunidade internacional deve demonstrar a mesma determinação em fazer desaparecer a crescente ‘Cristianofobia’ como tem feito aplacando o anti-Semitismo ou a Islamofobia, disse o ministro dos negócios estrangeiros do Vaticano na sexta-feira.

O Arcebisbo Dominique Mamberti falava numa altura em que grupos revoltosos Hindus continuam enfurecer-se contra os Cristãos no estado Indiano de Orissa em retaliação pela morte de um líder Hindu, apesar do governo Indiano ter dito que os Maoístas eram os mais prováveis autores do assassinato. Pelo menos 13 pessoas já foram mortas na violência e centenas de igrejas e casas Cristãs foram completamente incendiadas.

O Arcebispo Mamberti disse que a liberdade religiosa era fundamental para proteger a dignidade humana.

“Para promover esta dignidade de uma forma integral, a chamada ‘Cristianofobia’ deve ser combatida de maneira tão decidida como a ‘Islamofobia’ e o anti-Semitismo,” disse ele.

Mais de 3,000 pessoas, na sua maioria Cristãos, fugiram das suas casas para campos de refugiados do governo ou florestas vizinhas.

O Presidente da Gospel for Asia (Evangelho para a Ásia) KP Yohannan disse que pelo menos 12 membros de igrejas associadas à GFA tinham sido mortos na violência, apesar do número exacto de mortos não estar ainda confirmado.

Ele considerou a violência “sem precedentes” nos seus 30 anos de ministério no sul da Ásia.

“Eu nunca vi uma perseguição tão má na minha vida e eu já vi muita oposição ao Evangelho ao longo dos anos,” disse Yohannan.

Orissa tem uma longa história de perseguição contra Cristãos. A actual erupção de violência vem no seguimento de uma onda de ataques aos Cristãos feitos por Hindus radicais no Natal passado. Em 1999, o missionário Australiano Graham Staines e os seus dois filhos foram brutalmente assassinados por militantes anti-Cristãos.

Noutras partes do mundo, principalmente no Médio Oriente, os Cristãos enfrentam uma intensa perseguição. Ainda este ano, igrejas em Mossul foram bombardeadas e o Arcebispo Caldeu de Mossul foi raptado e encontrado morto duas semanas depois. Os Cristãos no Iraque crêem que os ataques foram parte de uma campanha ainda em curso feita pelos extremistas Islâmicos para afugentarem os Cristãos do país. No mês passado, o Papa apelou ao Primeiro-ministro Iraquiano para fazer mais para proteger a cada vez menor população Cristã Iraquiana.
 
Fonte: Diário Cristão
 
  
 
 
Voltar